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quinta-feira, 2 de junho de 2011

ignorância, incerteza e insegurança;

Ignorar é não saber alguma coisa. A ignorância pode ser tão profunda que sequer a percebemos ou a sentimos, isto é, não sabemos que não sabemos, não sabemos que ignoramos. Em geral, o estado de ignorância se mantém em nós enquanto as crenças e opiniões que possuímos para viver e agir no mundo se conservam como eficazes e úteis, de modo que não temos nenhuma motivo para duvidar delas, nenhum motivo para desconfiar delas e, conseqüentemente, achamos que sabemos tudo o que há para saber. 

A Incerteza é diferente da ignorância porque, na incerteza, descobrimos que somos ignorantes, que há falhas naquilo em que acreditamos e que, durante muito tempo, realidade, que há falhas naquilo em que acreditamos e que, durante muito tempo, nos serviu como referencia para pensa e agira. Na incerteza não sabemos o que pensar, o que dizer ou o que fazer em certas situações ou diante de certas coisas, pessoas, fatos, etc. Temos duvidas ficamos cheios de perplexidade e somos tomados pela insegurança.

Outras vezes, estamos confiantes e seguros e, de repente, vemos ou ouvimos alguma coisa que nos enche de espanto e de admiração, não sabemos o que pensar ou o que fazer com a novidade do que vimos ou ouvimos porque as crenças, opiniões e idéias que possuímos não dão conta do novo. O espanto e a admiração, assim como antes a duvida e a perplexidade, nos fazem querer saber o que não sabemos, nos fazer querer sair do estado de insegurança ou de encantamento, nos fazer perceber nossa ignorância e criam o desejo de superar  incerteza .

Quando isso acontece, estamos na disposição de espírito chamada busca da verdade. 


O desejo da verdade aparece muito cedo nos seres humanos como desejo de confiar nas coisas e nas pessoas, isto é, de acreditar que as coisas são exatamente tais como as percebemos e o que as pessoas nos dizem é digno de confiança e crédito.
Ao mesmo tempo, nossa vida cotidiana é feita de pequenas e grandes decepções e por isso, desde cedo, vemos as crianças perguntarem aos adultos se tal ou qual coisas "é de verdade ou é de mentira".

Assim, seja na criança, seja nos jovens ou nos adultos, a busca da verdade está sempre ligada a uma decepção, a uma desilusão, a uma duvida, a uma perplexidade, a uma insegurança ou, então, a um espanto e uma admiração de algo novo e insólito. 

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