Vivemos em um mundo onde a liberdade é um direito, mas muitos não a possuem. Onde a paz é um desejo, e a guerra uma necessidade prazerosa. Onde a vida não é aproveitada, por causa do temor à morte. Onde sinceridade, muitas vezes torna-se indelicadeza, e a falsidade é uma atividade do nosso cotidiano. Onde a inteligência humana salva vidas, e a ganância tira várias. Será que os fins justificam os meios? Não! Os meios devem ser justificados, mas com sabedoria e bom senso. Um mundo onde um bandido com paletó é respeitado, entretanto um mendigo honesto é queimado, enquanto descansa de um dia de sofrimentos. Onde os criminosos têm regalias, ou estão soltos, e as famílias são obrigadas a se trancafiarem nas suas próprias casas. Abrangendo a frase de um poeta que interrogava: "Que país é este?", pergunto-me: Que mundo é este? Onde a única certeza, é em relação a sua forma. Um mundo onde tudo se faz por dinheiro, e quem não segue as normas é "deixado para trás". Onde todos devem ser doutores, por vontade ou pressão. O que será das outras profissões? Onde o ilícito é muitas vezes confundido com o lícito, e as atitudes lícitas tornam-se cada vez mais raras. Um mundo que cria máquinas de última geração, mas não consegue achar uma solução para a poluição. Um mundo que sem saber, ou até mesmo sabendo, destrói a si mesmo, em prol do lucro. Mas "para não dizer que não falei de flores". Vivemos em um mundo onde muitas pessoas fazem o bem, sem o interesse de receber nada em troca. Onde "o homem é o lobo que devora o próprio homem", mas frequentemente é o "São Bernardo" que o resgata do perigo. Onde alguns pais matam os filhos, e outros dão a vida pelos mesmos. Onde a criança vive inocentemente e vive em uma utopia encantadora. É neste lugar misterioso e fascinante que vivemos, onde uma semente chamada esperança,é plantada junto com cada feto. E o desejo de um futuro melhor é comum a todos. Sendo assim, enquanto houver esperança, verei o mundo com um olhar crítico, mas otimista.

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